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Empreendedorismo criativo: talento, inspiração ou transpiração?

O inventor da lâmpada Thomas Edison, um dos mais célebres inventores dos últimos séculos, alcançou esse posto também por suas frases memoráveis e inspiradoras, além das próprias criações geniais. Entre as frases, podemos destacar que “a genialidade é 1% inspiração e 99% transpiração”.

Ela responde bem àquelas demonstrações de espanto que costumamos expressar quando nos deparamos com uma novidade que consideramos criativa: “Mas como eu não pensei nisso antes? Era tão óbvio”.  Certamente, seguindo a lógica de Edison, porque muitas vezes nos apegamos somente ao 1% de inspiração.

Há apenas alguns anos, quem daria ouvidos a alguém que decidisse produzir e vender pela internet chaleiras esmaltadas decoradas – como aquelas usadas por nossas bisavós para fazer o café – ou pantufas no formato dos tradicionais sapatos femininos holandeses, para citar apenas dois exemplos?

No entanto, houve quem soubesse somar inspiração à transpiração para transforar essas e outras milhares de ideias em negócios bem sucedidos. E hoje temos o empreendedorismo ou economia criativa. Essa modalidade de empreendimento geralmente é associada à inventividade, inteligência e talento para criar algo genial e revolucionário. Mas será mesmo?

Não necessariamente. O importante quando se busca empreender de forma criativa é procurar quebrar os padrões convencionais, fugir dos modelos prontos e formulados, procurando soluções alternativas, diferentes do que já existe. Recorrendo ao dito popular, é “pensar fora da caixinha”.

Capital intelectual
Mas o que é, então, empreendedorismo criativo? De acordo com o autor inglês John Howkins no livro “The Creative Economy” (A Economia Criativa, em tradução livre), publicado em 2001, é o exercício da imaginação e exploração do seu valor econômico pelo empreendedor. Ou seja, o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual são a matéria-prima para a criação, produção e distribuição de bens e serviços.

As definições podem variar, mas não há fórmula mágica que fuja dos 99% de transpiração sobre a ideia criativa. Conforme os especialistas, o empreendedor criativo também precisa analisar o mercado, identificar oportunidades, definir o produto ou serviço, estabelecer metas, segmentar e posicionar seu produto, além de definir estratégias de venda.

Criatividade no mercado
Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa (Sebrae), especialista em pequenos negócios, o Brasil está entre os grandes produtores mundiais de criatividade. De acordo com levantamento feito pela instituição, a cadeia da indústria criativa, que inclui atividades relacionadas e de apoio, movimenta mais de 2 milhões de empresas no País.

“Com base na massa salarial gerada por essas empresas, estima-se que o núcleo criativo gera um Produto Interno Bruto (PIB) equivalente a R$ 110 bilhões, ou 2,7% do total produzido no país. A cifra chega a R$ 735 bilhões, se considerada a produção de toda a cadeia, equivalendo a 18% do PIB nacional”, informa o site do Sebrae.

Para quem deseja entender melhor esse mercado, o Sebrae disponibiliza gratuitamente o “Guia do empreendedor criativo”, no qual é possível conhecer o panorama da cadeia da indústria criativa e as iniciativas que fazem do setor da economia criativa, além dos comportamentos empreendedores que trazem sucesso para empresas do setor.

 

Fonte: G1

Estimule a criatividade com 7 livros recomendados pelo TED

 

A criatividade é cada vez mais valorizada no ambiente acadêmico e profissional. Isso porque, em geral, pessoas criativas costumam pensar em soluções inovadoras para diferentes problemas, encontrando um caminho inusitado para resolvê-los da melhor forma. Não existe uma fórmula pronta para ter ideias mais criativas, mas existem possibilidades de estimular a mente para que isso aconteça com maior frequência no dia a dia.

Sabendo disso, separamos uma lista com 7 livros recomendados em TED Talks  que podem aumentar a sua criatividade. Confira abaixo e boa leitura!

 

1 – Creative Confidence, de Tom Kelley e David Kelley

No livro, os autores comentam sobre como libertar o potencial de criatividade que existe em cada um de nós. A obra foi recomendada por Tim Brown durante o TED Talk: Designers – thing big!

 

2 – Creating Minds, de Howard Gardner

Recomendado por Roselinde Torres no TED: What it takes to be a great leader , o livro fala sobre o processo criativo, contado através de histórias de diferentes pessoas.

 

3 – The Mind´s Eye, de Oliver Sacks

A obra de Sacks conta histórias inspiradoras de pessoas e sua relação com o mundo. O livro é recomendado por Simon Lewis no TED: Don’t take consciousness for granted.

 

4 – The Future of Ideas, de Lawrence Lessig

No livro, o autor aborda o conceito conhecido com o Creative Commons, ligado à imaginação, música e à escrita. Foi recomendado por Rob Reid noTED: The $8 billion iPod.

 

5 – A Room of One’s Own, de Virginia Woolf

Na obra, a autora escreve sobre os direitos das mulheres relacionados à criatividade. Foi recomendado por Liza Donnelly, no TED:Drawing on humor for change.

 

6 – Hackers and Painters, de Paul Graham

No livro, o autor escreve sobre a criatividade ligada à cultura dos hackers. Foi recomendado durante o TED : Hackers: the Internet’s immune system, de Keren Elazari.

 

7 – The Spark, de Kristine Barnett

O livro conta sobre a relação entre uma mãe e seu filho, portador de autismo, descrevendo como ela desenvolveu os pontos fortes do menino. A obra é recomendada no TED:The world needs all kinds of minds, conduzido por Temple Grandin.

5 cursos que todo empreendedor de primeira viagem deve fazer

 

 

Cursos que um empreendedor de primeira viagem deveria fazer

Escrito por David Kallás, professor de estratégia dos cursos Certificates do Insper

Segundo a mais recente pesquisa do GEM Brasil, 34,5% das pessoas entre 18 e 64 anos no Brasil é considerada empreendedora. Em outras palavras, o Brasil tem 45 milhões de empreendedores, apesar da a taxa de novos empreendedores (nascentes) ter sofrido significativa redução de 2013 (5,1%) para 2014 (3,7%).

É importante saber que existem dois tipos de empreendedorismo: aquele buscado por necessidade e o motivado por oportunidade. Empreendedores por necessidade são aqueles que iniciaram um empreendimento autônomo por não possuírem melhores opções para o trabalho e precisam abrir um negócio a fim de gerar renda para si e suas famílias. Já os empreendedores por oportunidade optam por iniciar um novo negócio, mesmo quando possuem alternativas de emprego. Eles têm níveis de capacitação e escolaridade mais altos e empreendem para aumentar sua renda ou pelo desejo de independência no trabalho. .

 

Do total de empreendedores brasileiros em 2014, 70,6% o foram por oportunidade, segundo o GEM Brasil. Isso indica que para cada empreendedor que iniciou suas atividades por necessidade, 2,4 o fizeram por oportunidade.

Por que isso é importante? Enquanto o empreendedorismo por necessidade está mais suscetível à conjuntura econômica dos países e tende a diminuir quando a oferta de emprego é maior, o empreendedorismo por oportunidade tem maiores chance de sucesso e tem um forte impacto sobre o crescimento econômico de um país.

A grande diferença é que o empreendedor por oportunidade tem a possibilidade de se preparar para o novo negócio. Mas, face à enorme quantidade de cursos e estudos, qual deve ser o foco? Segue abaixo, uma lista inicial de cursos válidos para o empreendedor de primeira viagem. Há alternativas de cursos abertos, presenciais, pagos e gratuitos em todos os temas. Seguem também algumas recomendações de livros.

1. Estratégia e plano de negócios

O primeiro da lista é o curso de estratégia, planejamento estratégico ou plano de negócios. Prepara os alunos a identificar e analisar todos os elementos que devem ser considerados antes do início das atividades. Adicionalmente, a escolher os melhores caminhos e decisões para aumentar as chances de sucesso do empreendimento.

Livros
– Estratégia – Uma visão Executiva – Kluyver, Cornelis A. de; Pearce II, John A. – Ed. Pearson Prentice Hall.
– Inovação Em Modelos de Negócios – Business Model Generation – Osterwalder, Alexander – Alta Books.

2. Marketing e Vendas

O fator crítico principal dos negócios iniciais é o aumento de vendas. Cursos de marketing e vendas ajudam os alunos a identificarem o “caminho das pedras” para conseguir aumento, no curto e médio prazo nas receitas que trarão caixa para continuar investindo.

Livros
– Marketing 3.0 – Philip Kotler – Ed.Campus.
– Canais de Marketing e Distribuição – Coughlan, Anne T.; Anderson, Erin; Stern, Louis W. ; El-Ansary, Adeli I – Editora Bookman.
– Vamos às Compras! – Paco Underhill – Ed.Campus.

3. Gestão de Pessoas e liderança

Se é difícil lidar com clientes, talvez seja mais difícil ainda lidar com os funcionários de forma respeitosa, inspirando liderança e mantendo autoridade. Técnicas de gestão de pessoas, feedback, comunicação e outras são muito válidas para o empreendedor que quer se preparar para ser um líder e não somente um chefe.

Livros
– Gestão de Pessoas – Chiavenato, Idalberto – Ed. Campus.
– Consciência nos negócios: como construir valor através de valores – Koffman, Fred – Ed. Campus.

4. Finanças

Para ser empreendedor, não basta ser um bom técnico, vendedor e bom líder, é preciso também gerir as finanças da empresa de forma assertiva. Cursos de finanças ajudam o aluno a diferenciar os gastos pessoais dos empresariais, entender a diferença entre caixa e competência e fornecem técnicas e ferramentas básicas para não perder o controle das finanças, seja em épocas de crise ou de crescimento (acredite, crescer consome caixa).

Livros
– MBA Compacto – Finanças – John Tracy – Ed.Campus.
– Administração Financeira – Jordan, Bradford D.; Ross, Stephen A.; Westerfield, Randolph W. – Mc Graw Hill/ Bookman.

5. Operações

Gerenciar as operações é uma tarefa essencial para os empreendedores. Para indústrias ou varejo, saber comprar e gerir estoques e o uso dos insumos é fundamental e afeta diretamente o caixa e a saúde das empresas. Para empresas de serviços, gerir operações é igualmente importante, considerando que os ativos operacionais são as pessoas.

Livros
– Gerenciamento da Rotina do Trabalho do Dia-a-Dia – Vicente Falconi – Ed.EDG.
– Gestão de Estoques Na Cadeia de Suprimentos – Col. Coppead de Administração – Wanke, Peter – Ed.Atlas.
– Gestão de estoques – Antônio De Pádua Salmeron Ayres, Cezar Sucupira, Felipe Accioly, Itamar Moreira, Sylvia Constant Vergara, Sylvia Helena Constant Vergara – Ed.FGV.

David Kallás é professor de estratégia dos cursos Certificates do Insper.

 

Fonte: Exame

Escritórios compartilhados são opção mais barata para quem ainda não pode ter sede própria

Locais oferecem pacotes mensais e também por hora com internet, telefone e sala de reuniões

RIO – Para muitas pequenas e médias empresas, ter um escritório não é tarefa simples nem barata. Por isso, muitos vêm recorrendo a escritórios compartilhados como forma de preservar parte do capital inicial. Funciona assim: em vez de alugar um sala comercial tradicional, o empreendedor leva seu computador para trabalhar em um espaço coletivo onde são oferecidos internet, atendimento telefônico e salas de reuniões.

Hoje já existem, além do tradicional pacote mensal, opções de uso por hora, diário e semanal. No entanto, consultores alertam que esses são instrumentos para o momento inicial, para evitar dar endereços residenciais a clientes. E afirmam que, quando a empresa tiver recursos suficientes, deve buscar um espaço próprio.

— Claro, ter uma sala própria é o mais indicado, mas não é primordial, pois há uma barreira financeira para isso — diz o consultor Antonio Cesar de Freitas, da Acomp.

No Rio de Janeiro, há várias opções. A We Company, que há dois anos tem um espaço de 120 metros quadrados no shopping Downtown, na Zona Oeste do Rio, vem se adaptando à maior demanda das pequenas e médias empresas, já que o conceito ainda é novo no país, diz Lenora Tourinho, gerente de Marketing da empresa. A empresa, que antes oferecia apenas pacotes mensais, criou opções que incluem o aluguel por hora, diário e semanal.

— Temos aqui 43 posições de trabalhos. A pequena empresa ou o profissional vem com seu computador e usa nossas instalações. Muitos agendam reuniões aqui. Há casos ainda que nosso endereço serve apenas para receber correspondência e receber ligações. Mas fomos nos adequando às necessidades do mercado. Antes só oferecíamos pacotes semanais e mensais de aluguel. Com o tempo percebemos que havia uma demanda diária. Assim, criamos novos pacotes, o que inclui ainda opções por hora, pois notamos que esse grupo não tem uma rotina — exemplifica Lenora.

Os preços são menores que o aluguel de um escritório comercial de porte médio, que custam a partir de R$ 2 mil, segundo empresas de locações comerciais. Na WeCompany, por exemplo, os pacotes mensais custam, em média, R$ 1 mil. No caso de diárias, o valor é de R$ 75. Segundo ela, a ideia do chamado “coworking”, é compartilhar tudo, do ambiente de trabalho às ideias.

— Aqui, percebo que os desafios dos profissionais são semelhantes. Com isso, eles, naturalmente, acabam trocando ideias — destacou Lorena.

REDE DE CONTATOS

Se, por um lado, os empreendedores conseguem trocar ideias nos ambientes compartilhados, por outro a falta de privacidade pode atrapalhar na hora de analisar algum documento confidencial ou negociar preços com algum fornecedor. Com isso, a maior parte das empresas passou a oferecer ambientes fechados e privativos.

Outro exemplo é o Escritório Virtual, que conta com espaço de 300 metros quadrados, no disputado Centro do Rio. Flavio Costa, diretor da companhia, diz que a demanda das pequenas e médias empresas é crescente. Ele destaca ainda o elevado número de empreendedores que buscam os espaços apenas para ter um endereço comercial e fiscal.

 

— Isso ajuda a consolidar o negócio. Esses empresários podem trabalhar o dia inteiro aqui. Também contam com a opção de alugar salas para reuniões. É uma forma de se apresentar ao mercado. Temos muitas opções, como salas privativas para uma pessoa e até para grupos de dez profissionais, com preços entre R$ 700 e R$ 1 mil — detalha Costa, lembrando que há o serviço de atendimento telefônico, que permite ao cliente receber recados de ligações em tempo real.

Na opinião de Fernando Bottura, diretor da GoWork, a integração dos empreendedores de diversas áreas acaba ajudando a alavancar os negócios. Segundo ele, isso ocorre porque os gastos para montar um escritório podem consumir boa parte do capital inicial. Além disso, destaca Bottura, quando um grupo de pessoas trabalha em um mesmo espaço, simultaneamente, aumentam rede de contatos e geram a possibilidade de fazer novos negócios.

— Por não existir gastos com instalação (mobiliário e reforma, por exemplo), o empreendedor segura seus recursos para investir em seu negócio. Hoje, temos oito unidades, com 1.200 estações de trabalho em diversas regiões de São Paulo. No próximo ano, temos o objetivo de abrir duas unidades no Rio. A meta é chegar ao fim de 2015 com 2 mil estações de trabalho entre Rio e São Paulo, que de ganhar mais quatro unidades — antecipa Bottura, lembrando que o gasto médio é de R$ 800 por pessoa.

Fonte: OGlobo

Em Brasília, a ON Business Office é uma empresa inovadora que oferece aos seus clientes serviços de qualidade e elevado padrão em ambientes de trabalho.

O objetivo é oferecer espaços destinados a escritórios virtuais e de negócios, agregados à infraestrutura, proporcionando um ambiente agradável e de custo reduzido.

A ON Bussiness Office possui uma estrutura física, projetada para acolher profissionais liberais, executivos e empresas. Está localizada em Brasília no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), uma região privilegiada, próxima ao TJDFT, Câmara Legislativa e escritórios de advocacia.

 

 

 

Confira os quatro hábitos essenciais para ser produtivo no home office

Funcionário que trabalha de casa produz até 40% a mais.
Outra forma de trabalhar são os espaços compartilhados.

A Sala de Emprego do Jornal Hoje fala sobre as novas relações entre o trabalhador, os colegas e o chefe. Essa é uma fase de mudança, mas que na verdade está só começando. As tecnologias, as operações, as relações interpessoais e o mercado de trabalho vêm mudando e o empregado precisa entender essa dinâmica para não ficar para trás. Tudo pode começar, simplesmente, pelo ambiente de trabalho, o espaço físico.

Segundo dados da Regus, 61% das empresas usam trabalho flexível. Uma das maneiras de buscar essa flexibilização é trabalhar em casa, o chamado home office. Um funcionário que trabalha de casa produz até 40% a mais do que um funcionário regular e a empresa economiza entre 30% e 70% quando adota o home office, segundo a Prolancer.

A Robert Half listou quatro hábitos para que o colaborador seja produtivo no home office:

  1. Estabeleça e cumpra um horário de expediente: Não tente colocar a casa em ordem ou resolver problemas pessoais entre uma tarefa do trabalho e outra para não perder o foco, mesmo diante de atividades profissionais com longos prazos de entrega. Garanta que os demais moradores da casa entendam e respeitem esse horário de trabalho;
  2. 2. Mantenha o networking: Tenha o hábito de marcar encontros com profissionais da sua área para se atualizar e trocar ideias sobre o meio e o mercado de trabalho, entre outros assuntos;
  3. Planeje-se: A autonomia oferecida pelo home office exige maturidade do profissional, já que não há chefe supervisionando cada minuto do seu dia. Uma boa dica é estabelecer metas diárias e semanais;
  4. Cuidados na escolha do local de trabalho: Ajuda muito na produtividade se você tiver um espaço pré-determinado para trabalhar, com boa iluminação, acomodação confortável – ainda que simples – e os itens de trabalho à mão.

Maria Aparecida de Souza, analista de TI do Banco do Brasil, improvisou o escritório no quartinho dos fundos do apartamento em que mora. Só que para entrar no programa de trabalho remoto, o cantinho foi avaliado e teve que ser aprovado pela empresa.

“Hoje temos 51 funcionários e até outubro vamos alcançar 100. Isso precisa trazer ganhos para o funcionário e para a empresa. Para a empresa gera aumento da produtividade, melhora da satisfação do funcionário e para o funcionário traz qualidade de vida”, explica Carlos Netto, diretor de gestão de pessoas do Banco do Brasil.

A maior parte da semana, Maria trabalha de casa. Ela tira um dia para ir até a empresa: “A gente faz também reuniões de convivência com esses colegas que estão lá. Então, esse dia é o da convivência, do afeto. Eu ganhei qualidade de vida pra mim e pra minha família”.

No Brasil, 12 milhões de pessoas já trabalham em casa, pelo menos, um dia da semana, segundo a Sociedade Brasileira de Teletrabalho. Dos 1.675 diretores de RH ouvidos em 12 países, no Brasil, 44% disseram que, nos últimos três anos, as empresas ampliaram a flexibilidade com relação aos funcionários, permitindo que eles trabalhem de forma remota. Nos outros países, como Chile, Austrália, Reino Unido, por exemplo, esse número caiu para 29%.

Entre as vantagens do home office apontadas pelos empresários estão que o funcionário fica mais produtivo, mas colaborativo, há um aumento de criatividade, mais comunicação e aumenta também a capacidade de gerenciar.

Espaços compartilhados
Uma nova forma de trabalhar são os espaços compartilhados. O escritório é seu e de quem mais queira alugar. “Quando ele pega um espaço pronto, flexível, ele tem a vantagem de não fazer investimento, não contratar pessoal e de flexibilizar o tempo de contrato”, explica Otávio Cavalcanti, diretor da Regus, um desess espaços em São Paulo.

Primeiro tem que decidir o tamanho: se vai ser uma estação pequena de trabalho, um pouco maior ou uma sala. Depois, o tempo: um mês de aluguel, dois meses, até um ano. Os preços vão de R$ 59 a R$ 3 mil, com direito a recepcionista, limpeza, café, internet, luz, água e condomínio.

O empresário Tácito Bocaiúva e outros dois sócios gastavam R$ 30 mil por mês em um escritório em São Paulo, até decidirem mudar: “É cerca de um terço do custo de quando eu tinha um escritório. Cada sócio gasta uma média de R$ 2 mil, R$ 3 mil com a empresa e também com endereço fiscal aqui colocado”.

Mais com menos
Dentro dessas mudanças do mercado, há empresas com uma estrutura muita enxuta, com poucos profissionais, mas que produzem muito.

Em Fortaleza, por exemplo, é em uma salinha pequena que está a filial de uma empresa alemã que trabalha com logística internacional e movimenta milhões de reais, a E3 Comex. A empresa só tem cinco funcionários, dois ficam externos e três fazem os contatos, negociações e toda a transação comercial.

“Eu costumo dizer que eu trabalho com meu telefone. Com meu telefone e meu computador, eu estou conectado com o mundo, através de um sistema integrado, de um sistema de tecnologia da informação. A cada passo, a empresa está sofisticando, melhorando pra que você analise os resultados corporativos. Hoje, você não precisa de um espaço grande, você precisa ter qualidade na sua infraestrutura. É isso que a gente pensa”, explica Evandro Masiero, diretor executivo da E3 Comex.

 

Negociação: 5 lições para você fechar um bom negócio

Negociação: 5 lições para você fechar um bom negócio

Verdade seja dita: algumas pessoas têm um talento natural para a negociação. Na sala de reuniões, elas parecem brilhar. Com uma boa dose de persuasão, um toque de agressividade e muita visão, esses profissionais conseguem enxergar exatamente o que é melhor para os dois lados e é raro saírem dali sem um contrato assinado na mão.

Mas esse dom não é privilégio de poucos. “Com o treinamento certo, qualquer um pode se tornar um grande negociador”, garante Danny Ertel, co-autor do livro Negociação (editora M. Books).
Aliás, segundo ele, treinamento também é essencial para os talentos natos, que precisam ser lapidados. “É como acontece no mundo dos esportes, com os grandes atletas”, diz Ertel. “Essas pessoas podem aprender mais com a ajuda de um bom coach.”

Se esse é o seu caso ou se você ainda está ensaiando os primeiros passos na arte da negociação, siga as lições a seguir. Elas são fundamentais para iniciantes ou veteranos que querem se sair bem em qualquer mesa de negócios.

  1. Mantenha a balança equilibrada

Em outras palavras: lembre que o acordo precisa valer a pena para os dois lados. Isso porque, com as duas partes satisfeitas, os riscos de surgirem problemas (e surpresas) lá na frente serão bem menores.

Agora, se o que você está oferecendo não é tão bom quanto o que a outra empresa dará, repense os termos do negócio ou siga o conselho de Ertel: “Desista antes de assinar o contrato”.

Caso você insista em manter a balança pendendo para o seu lado, corre o risco de ouvir um sonoro “não”. Ou pior: “a outra parte pode não cumprir integralmente aquilo que combinou”, diz o especialista.

  1. Pense na implementação

É a fase em que a teoria dá lugar à prática e quando o acordo, de fato, começa a agregar valor à empresa. Por isso, a regra é pensar antecipamente em todos os aspectos envolvidos na implementação para não fazer negócios impossíveis de cumprir.

“Se o que você decidiu na mesa de negócios é extremamente difícil de colocar em prática, então o negócio não vale nem sequer o papel onde foi redigido”, afirma Ertel.

Os maus negociadores têm o hábito de negligenciar essa fase, o que, no futuro, acaba causando dor de cabeça e até prejuízo para as empresas.

  1. Pergunte, pergunte, pergunte

Ok, você aprendeu que é importante pensar muito sobre a implementação e já tem uma noção do que é preciso para o negócio sair do papel. Mas será que tem mesmo todas as respostas na ponta da língua?

Se achar que não, corra imediatamente até a equipe que cuidará da implementação. Tire suas dúvidas, escute a opinião desses profissionais. “E principalmente pondere sobre as respostas que você ouvirá”, lembra Ertel. “Só assim você saberá o que realmente vai funcionar.”

  1. Não tenha medo de falar sobre os riscos

Perca o pudor (e principalmente o temor) de abordar esse assunto. “É um erro grave não discutir, com a outra parte, como vocês irão lidar com os riscos envolvidos no negócio”, afirma Ertel.

Ao analisar as eventuais armadilhas escondidas no caminho, vocês poderão prevenir ou minimizar os problemas que surgirem na fase de implementação.

E não cometa o pecado de achar que o outro lado deve assumir a responsabilidade por aquilo que sair errado. O bom senso pede o contrário. “Os riscos podem ser gerenciados de modo mais eficiente se as duas partes trabalharem juntas e não separadamente”, afirma o especialista.

  1. Não use os erros do outro a seu favor

Ok, o mundo dos negócios não é inocente e muita gente costuma jogar para baixo do tapete esta lição. Porém, antes de fazer isso, pergunte-se:

– Depois que a sua empresa assinar o contrato e ingressar na fase de implementação, vocês vão precisar da ajuda e da experiência do outro lado?
– Há alguma chance de as duas partes trabalharem juntas novamente?
– Como ficará a sua reputação?
Se a resposta for “sim” para alguma dessas questões, resista à tentação de capitalizar em cima dos erros alheios.
“Se fizer isso, seus ganhos terão vida curta”, alerta Ertel. Afinal, após a assinatura do contrato, sempre há a possibilidade de você ainda precisar do outro lado…

Fonte.: administradores.com.br